02 maio 2011

Kuchu Buranko

Me deparei com esse anime por acaso. A resenha super simplificada parecia tratar de uma obra bastante promissora.. dizia algo como "Psiquiatra excêntrico atendendo diversos pacientes". Ok. Topei a parada e fui assistir. Ora ora ora... vivenciei coisas bastante interessantes a medida que assistia... de cara, lembrei da faculdade, quando os professores passavam filmes / casos para que estudássemos... muito bom lembrar daqueles tempos e das maluquices também.. hehe.
Mas sabe, é um anime dificil de comentar... quando algo é absolutamente diferente e bizarro, te faltam padrões para avaliação.. hahaha
Bem.. o ritmo da série é adequado... 11 episódios não são suficientes para cansar, entretanto, considero os 3 primeiros episódios ruins se comparado com os demais... da metade da série para o final os casos são mais interessantes e a finalização da série é muito boa. 
A animação e arte é completamente diversa e psicodélica... a combinação esdrúxula de cores chega a doer nos olhos, os traços dos personagens variam bastante, de mais delicados até beirando a grotescos.. Os recursos de animação também são dos mais variados... animação, computação gráfica, recortes (!!!) e aquela técnica que se redesenha filmagens... (mistura de desenho com filme) ... (alias, isso é bastanteee usado em Kuchu Buranko... lugares, atores reais, expressões humanas misturam-se ao desenho).
Penso que só é suportável assistir a essa série se tivermos em mente que tudo o que aparece na tela vem retratar principalmente estados mentais / emoções / evolução / doença / sanidade. Praticamente todos os recursos são usados para justamente causar uma certa estranheza ao telespectador.  É realmente bem dificil uma cena se apresentar como normalmente veriamos no dia a dia...
Falando de trilha sonora... para acompanhar a variedade de recursos usados na composição do anime, a música também é bastante variada, contando até com algumas peças clássicas de ópera, mas predominantemente é o technopop que reina.. a abertura tem um ritmo gostoso e o tema de encerramento também é bastante adequado dando um gostinho de quero mais.
Sobre os personagens.... show a parte... os dramas sao bem construídos e convincentes (até aqueles retratados de maneira mais bizarra beirando ao mal gosto, como no episódio 2, hehe).. cada paciente é um mundo de esquitices e é impossível não se identificar com alguma delas..... e o psiquiatra Irabu Ichiro com certeza rouba a cena sempre que aparece, em qualquer uma de suas 3 formas.....
....sim, ele tem 3 formas diferentes... a primeira retratada como uma criança séria e objetiva, a segunda como um jovem mais brincalhão e sarcástico e a terceira como um adulto que usa uma imensa cabeça de urso completamente pirado e sádico... seu consultório, um espaço amplo e de cores e formas psicodélicas, se localiza nos porões do hospital, depois de se caminhar por muitos corredores cinzentos e vazios... (o consultório deve ser alguma representação do inconsciente... de tão pirado que é... e pela própria localização dele.....)
Também há a enfermeira Mayumi-chan que usa um uniforme rosa choque (diretamente de algum sex shop) cuja unica função é aplicar injeções que não servem absolutamente para nada, a não ser causar dor nos pacientes satisfazendo assim os desejos sádicos de Irabu... alias, depois da injeção também aparece a cabeça de algum animal no lugar da cabeça do paciente... o animal sempre tem alguma correlação com a doença do paciente....
....mas creio eu que isso está mais para representação dos processos mentais de Irabu do que qualquer outra coisa..... dá a entender que depois que o médico se satisfaz vendo a dor do paciente, ele consegue ver /entender a doença .. e representa isso com a cabeça de algum animal...

ENFIM..... qualquer partezinha de 30 segundos de qualquer cena de qualquer episódio é passível de explicação psicológica e/ou viagem na maionese das mais profundas.....

Anime altamente recomendado para professores de psiquiatria e psicologia que queiram causar dor de cabeça em seus alunos.. hehehehehhehe

Abertura do desenho:

Bons tempos, bons tempos, que (ainda bem) não voltam mais... rsrsrsrsrs

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