31 julho 2011

Itazura na kiss

Hoje comentarei essa série que conta com 25 episódios (embora o episódio 24 funcione como final e o 25 como uma espécie de extra totalmente dispensável.. hehehe).
Vejamos... Os 25 episódios compreendem um período de tempo de aproximadamente 15 anos... (uau! sim.. uau!) e é exatamente essa característica que é o grande trunfo dessa série.. pois não é muito comum shoujos tratarem de períodos de tempo tão longos assim.
A proposta inicial é bastante simples: Aihara Kotoko (boba, lesada, atrapalhada e burra.. inclusive estudando na classe F dedicada a gentalha escolar hahahaha) é apaixonada por e Irie Naoki (super inteligente, super admirado, super lindo - pelo menos deveria ser, super capaz, super tudo... inclusive estudando na classe A, dos "super"... ahn.. super arrogante e super esnobe também....)
Kotoko é apaixonada por Naoki.. se declara e leva um fora.. A noite, devido a um terremoto, sua casa (de qualidade duvidosa) cai e ela e o pai ficam sem moradia. Com os noticiários, o pai de Kotoko recebe uma ligação de um amigo que, sabendo de sua situação pela TV, oferece moradia nesse momento difícil. Chegando lá, o tal amigo é o pai de Noaki..
O começo da série é esse situação... Kotoko sendo obrigada a morar com o rapaz que a dispensou... então acontece o óbvio.. ela continua apaixonada por ele mesmo sendo constantemente repudiada e humilhada... as vezes a situação beira ao ridículo e parece que estamos diante de um dramalhão mexicano ou algum caso psiquiátrico bastante perverso: Kotoko em toda sua plenitude masoquista e Naoki em toda sua plenitude sádica. (Não deixam de ser um casal perfeito... ehehehe).
Mas para encurtar o caso (afinal são muitas idas e vindas)... *SPOILER* Naoki acaba se apaixonando por Kotoko, eles se graduam na escola, se casam, vão para faculdade, ele se torna médico, ela se torna enfermeira, ela fica grávida, tem uma filhinha e vivem felizes para sempre...
Alguns pontos positivos e negativos....
O grande ponto positivo é ter a oportunidade de acompanhar os personagens por um período longo de tempo, frustrando totalmente a expectativa de que aquela história ficaria somente no âmbito escolar...nesse aspecto a série ganha muitos pontos.
Passado o início absolutamente irritante da relação entre Kotoko e Naoki, as coisas ficam um pouco melhores depois que se casam; o relacionamento fica menos surreal, havendo reciprocidade (apesar de toda a rudeza de Naoki) e é abordado temas bastante ricos do relacionamento e dia a dia dos dois.
O maior ponto negativo fica com a arte bastante simples.. tão simples que chega a ser feia em alguns momentos... em algumas partes a qualidade da animação despenca ladeira abaixo e as seqüências ficam tão toscas que chega a ser vergonhoso. Eu não me simpatizei com o traço do desenho... Outra coisa que eu achei tremendamente decepcionante, foi a filha ser extremamente irritante, aquelas criancinhas chatas, sabe? só apareceu em dois episódios mas já deu para desandar com tudo.. aquelas crianças mal educadas, com voz estridente e cheia de vontade... ahhnnnnn que desgosto....... bastante semelhante aquela Rini, de Sailor Moon... que de tão insuportável eu nem quis assistir as outras séries de Sailor Moon....
Mas voltando ao assunto... Eu ainda não baixei o live-action de Itazura na Kiss... uma produção Coreana (k-drama), produzida em 2010.. tem 16 episódios e 14 especiais. Tenho a impressão que gostarei mais da versão live... Ahn... o nome do live action é “Playfull Kiss”.
Uma curiosidade sombria.. o mangá Itazura na Kiss nunca foi finalizado, devido a morte inesperada de sua autora, Kaoru Tada, com 38 anos (hemorragia cerebral depois de um acidente doméstico em 1999...). Tudo indica que o marido dela, Shigeru Nishikawa definiu o final da versão animada.
Enfim, é uma série bastante interessante devido todos as etapas da vida que trata dos personagens... só é meio irritante para quem, assim como eu, não tem paciência para aguentar grosserias, principalmente vinda de homens.. (era só o que faltava, né....). Outra coisa bastante irritante é a mania de dar tapa no rosto para, supostamente, acalmar a outra pessoa... eu não sei, deve ser cultural... talvez no Japão não seja tão ofensivo e indignante isso... eu entendo que tapa no rosto é uma ofensa tão grande, não só física mas principalmente moral, eu acho extremamente ofensivo... no anime teve o mesmo valor que .. sei lá... gritar ou segurar com força o braço.. muito estranho, até mesmo para mim, que já viu tantos e tantos animes...

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