26 outubro 2011

A princesa e o Sapo (2009)

Somente essa semana assisti a esse desenho da Disney, de 2009... Muitos pontos positivos e negativos.. hihi.. Vamos lá!
Para começar é muito bom assistir uma animação tradicional (2D) muito bem feita e visualmente bonita e agradável. Cores e cenários muito bonitos, animação excelente, visual dos personagens também, muito bonito. A maioria dos personagens, em relação a personalidade, também é bastante interessante... a "princesa" Tiana e sua amiga, Charlotte, apesar de opostas, são igualmente agradáveis e coerentes. Dr. Facilier é um vilão bastante marcante. O jacaré Louis e o vagalume Ray são os companheiros da "ala boa" que fazem muito bem seu papel de contraponto ao mesmo tempo em que enriquecem a interação dos dois personagens principais.
Em contrapartida, esta ainda para nascer um personagem principal masculino vindo da Disney sem ser fanfarrão ou arrogante por essencia. Vão me dizer, "ora, o príncipe Naveen é assim", tudo bem, tudo bem. Ele originalmente deveria ser retratado como um playboy metido a besta. Estou dizendo que todos (ou pelo menos, 99%) dos personagens masculinos principais da Disney tem esse ar playboy. Alias, é algo muito recorrente aos personagens de outras obras norte-americanas.... ideve ser cultural.... Mas voltamos ao assunto. Principe Naveen é tão simplório e decepcionante que nem merece grandes comentários. Para terem uma ideia, mais interessante é o empregado dele, Lawrence... (que é o clone do empregado do Gaston, de "A bela e a fera"). hehehehehehe
A história é bastante simples, mas tem bons momentos. Para meu gosto, há muita música... cantada, especialmente.. poderia diminuir pelo menos umas três canções, já que o ambiente que se passa o desenho já é repleto de música ambiente. O humor é fraquíssimo, as partes mais engraçadas são protagonizadas pela Charlotte.. seja na dublagem perfeita (em português, por Iara Riça), na interação dela com o seu pai ou pela própria personalidade inquieta e insegura. Alias, vem de Charlotte o bom exemplo de amizade e desprendimento... não hesitou frente a afeição de Tiana e Naveen, deixar de lado o sonho de casar com um príncipe e beijou o sapo (literalmente e várias vezes) para a amiga...
"A princesa e o sapo" traz uma proposta politicamente correta... estava faltando mesmo uma negra no hall de princesas da Disney... Tem uma personalidade forte e de certa forma encarna o ideal americano, aquele que diz que qualquer pessoa por meio de seu esforço pode chegar no topo (tá certo que no final ela conseguiu o tal restaurante por causa do príncipe mas tudo bem....hahahaha).
Finalmente, a coisa que mais me chamou a atenção nesse desenho é a presença aberta de elementos espirituais próximos da realidade.. afinal Vodu é uma religião real  (inclusive, a oficial do Haiti), não é algo vago como "bruxa má" muito presente em outros desenhos da Disney.
Dr. Facilier apresenta brilhantemente como o mal é manipulador e corrosivo, onde o ciclo de perdas aumenta gradativamente... sinceramente as aparições dele chegam a ser meio perturbadores. Mas ao retratar esse aspecto muito bem, não quer dizer que seja um desenho que eu considere adequado para, digamos, apresentar a crianças cristãs sem nenhuma ressalva (de fato, quase nenhum desenho apresenta 100% de mensagens coerentes com a Bíblia... o ideal seria que, pais cristãos preocupados com a formação espiritual dos filhos, analisem todos os desenhos que as crianças assistam e converse com elas sobre os aspectos que divergem da vontade de Deus). Digo isso por causa da personagem "Mama Odie", a "vodu do bem".
Claro, os praticantes do vodu vão dizer que sim, tem um lado mal e outro bom no vodu, basta "saber qual entidade você está lidando". Mas para os cristãos, a história é bem diferente, e se a pessoa se diz cristã, deve agir coerentemente com isso, então não existe a possibilidade de uma "entidade boa".
Então é isso.. para os cristãos, que querem estar atentos com o que os filhos se alimentam, eu não digo que devem proibir de assistir coisas assim, mas que devem sim, conversar e apontar em quais aspectos o desenho, o filme, qualquer coisa, diverge da Palavra de Deus. Não deixa de ser um tempo divertido juntos, e a possibilidade de, na prática, estudar e aplicar a Palavra.

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