11 dezembro 2011

Magic (filme)

Mais um filme coreano!
"Magic", do ano de 2010, conta com a direção de Gu Hey-Seon, e com um ótimo elenco: Choi Il-hwa, Kim Jeong-wook, Seo Hyeon-jin, Lim Ji-gyoo, Son Yeong-soon.
Acho que não é segredo que eu não aprecio obras de drama, terror e gêneros assemelhados.. simplesmente porque de tensão e horror, os jornais já estão lotados. Então considero um pouco masoquista àqueles que recorrem a esses tipos de obras em seus horários de lazer. Eu sempre dou preferência a obras bonitas e que exaltem os pontos positivos das coisas... sim, gosto de coisas fofas. huhuhu... Já assisti muito, mas hoje em dia, obras de puro drama eu passo longe... mas continuo reconhecendo quando um drama definitivamente é bom, e esse é o caso de Magic.
"Se você não gosta de drama por que assistiu?". Ora... é porque eu não sabia que era drama! .. a sinopse que eu li não sugeria isso... mas foi bom, valeu a pena.
A história base é muitíssimo simples, o que torna o filme bastante ímpar é a forma como é apresentado ao público, entrelaçando passado, presente e futuro ao enredo, por meio de flash e recortes...  e sinceramente, feito de maneira muito habilidosa. Um enredo que é drama e romance, conseguindo momentos de suspense? Olha... parabéns.
Eu estava um pouco aborrecida já no final do filme... com vários momentos que, ao meu ver, eram furos.. não faziam sentido... e lá pelas tantas, pareceu-me que era mais um filme cujo diretor fizera uma leitura tão íntima do enredo que não fez questão nenhuma de esclarecer ao público suas leituras para lá de surreais. Tem um monte de obra assim, né? Para achar que são "cult" amontoam um monte de coisa sem sentido e quem confessa que não entendeu, é taxado de burro. A outra metade que finge que entende, são os "mentes abertas". A verdade é que ninguém entende nada mesmo... hahahahaha
Mas voltando.. eu estava com essa mesma impressão até que, aproximadamente, dois minutos antes do final do filme.... BUM! Um abrir e fechar de porta (literalmente) fez com que tudo fizesse sentido.. todos aqueles momentos que eu fiquei com a expressão de "Hã?" ao longo do filme, fizeram sentido... E fizeram sentido de um jeito tão triste, que se tornou até belo.
Talvez seja um dos filmes mais tristes que já assisti... Como já disse, o enredo é simples (SPOILER): a história gira em torno de três jovens amigos, dois violoncelistas e uma pianista. Os dois são apaixonados por ela... e ela gosta justamente do violoncelista que é realmente detestável... (interpretado por Kim Jeong-wook.. absolutamente lindo! hahaha), e dono de uma personalidade muito complicada (arrogante, esnobe, grosseiro, estúpido, auto-suficiente, cruel).
O outro violoncelista é bonzinho e é sempre subjulgado pelo amigo. O violoncelista detestável acaba adoecendo (afinal, fuma até dormindo!), e fica bastante debilitado.  A medida que a doença dele se agrava (deixando-o com uma personalidade ainda mais complicada), o amigo bonzinho acaba mostrando que gosta da pianista e os dois brigam.
Pouco tempo depois o violoncelista acaba morrendo, a pianista se desespera e se enforca, e o violoncelista bonzinho nunca mais se recupera.
Falando assim parece um final terrível (e de certa forma é... hehehe) mas a forma como foi apresentado foi genial. Os sentimentos e temas abordados também são pesados: frustração, dor, revolta, sofrimento, morte gradual, incapacidade, desespero, solidão, rejeição, suicídio, amor não correspondido.... angústia pura. É, a coisa não é brincadeira. Mas ainda assim, tudo foi tratado com a maior delicadeza possível.

Trailer que estranhamente se apresenta bastante alegre (propaganda enganosa.. hahaha)

Para aqueles que, como eu, amam o som aveludado e poderoso do violoncelo, é possível ainda se deliciar com as várias peças executadas ao longo do filme.
Retomando a ideia inicial, se eu lesse esses meus comentários sobre o filme, certamente não o assistiria.. pois como já disse, odeio drama... mas posso dizer que no final das contas, a experiência foi positiva. Não é o gênero que eu gosto, não explorou temas que gosto, mas inegavelmente é uma obra muito, muito boa.

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