31 maio 2013

Amanhecer - parte 2 (filme)

E eu estava aqui, curtindo o feriado, no maior tédio achando que não poderia piorar mais, até que eu tenho a "brilhante" ideia de dar uma olhada nos vídeos do youtube e eis que me deparo com o filme "Amanhecer - parte 2", completo no youtube para assistir. 
Então eu pensei... ora... já assisti "Crepúsculo" em 2010 (comentei AQUI) ...tudo bem que eu precisei de dois dias para conseguir ver tudo. Já assisti partes de "Lua Nova" em 2012 (comentei AQUI) .. sim, foram partes, não consegui assistir todo o filme. 
Quando alguma coisa é moda, mesmo você não sendo fã, acaba sabendo do que se trata. Não foi diferente da saga "Crepúsculo". Sempre ouvi todo tipo de comentário e sabia do que se tratava a história. Soube o que aconteceu em "Amanhecer parte 1", e sabia o que acontecia em "Amanhecer parte 2". Me falaram que a única coisa que prestava na parte 2 era a cena da batalha final (mesmo que fake.. hehe). 
E eu pensei com meus botões. Ora, estou aqui com tempo livre, vou assistir "Amanhecer parte 2", está no youtube mesmo! 
Crianças, não façam isso. Não usem drogas. Não é uma coisa legal. É sério... fiquei triste quando terminou. Que tempo perdido... que coisa mais vergonhosa. Mas será possível que só eu, somente euzinha, sinto "vergonha alheia" quando assisto a qualquer coisa relacionada a esses filmes? Nossa, eu fico muito envergonhada. Sabe quando você assiste alguma coisa, pára, coloca a mão na cabeça e solta um "fala sério!!!", suspira fundo, olha para os lados, se ajeita na cadeira e continua a assistir o vídeo. hahahahaha Então.. essa é a minha principal reação.
Tanto falaram da batalha final, que era boa e não sei o que..... eu achei uma droga. Que coisa mais fácil decapitar um vampiro! Pelo jeito os vampiros dessa série podem ser decapitados, sei lá, enquanto penteiam o cabelo, de tão fácil que é... você puxa um pouco o pente para trás e ploc..cai a cabeça. 
Na real, eu não gostei de tantas coisas que fiquei até desmotivada de escrever. Só deixarei registrado essa minha infeliz experiência... Talvez o que mais tenha me incomodado foram as expressões de todos os atores. Acho que estava no roteiro... "interpretar esse personagem com expressão de prisão de ventre". É sério... a maioria parece estar sofrendo de um mal estar intestinal muito sério.... ou com dores por causa de gases..... e a outra parte está com expressão de "não consegui chegar no banheiro a tempo". Eu acho que a ideia era passar um ar sério e misterioso para o personagem... mas não precisavam fazer aquelas expressões... uma simples expressão séria faria esse efeito. O que fizeram na maioria foi um ar sonso com dores gastro-intestinais. 
Mas, tudo bem... pra que curte, tá valendo. Cada um é fã do que quiser, né.
Seriados e filmes de vampiros empesteiam o cinema e televisão. Particularmente eu não gosto desse movimento recente do cinema, quando pegam uma figura essencialmente cruel como, por exemplo, o "vampiro" e começam a humaniza-lo... colocando-o como romântico, adorável, sensível, desejável... Isso não é mais vampiro! Vampiro tem que ser vampiro, caramba! Não gosto desses esquemas que contribuem com a ideia de relativização do bem e mal.
As pessoas começam a ficar sem referência, começam a desejar o indesejável. Começam a tentar relativizar o mal atribuindo a ele, características boas, fazendo com que as pessoas simpatizem ou tolerem o lado mal porque possui alguns elementos desejáveis. No mínimo isso leva as pessoas a tolerarem o mal quando não o buscam, de fato (afinal, ele "não é tão mal assim"). 
E se você está pensando "Quem é que pode dizer o que é bem e o que é mal? O bem para uma pessoa é o mal para outra! e vise versa". Pronto, você é mais uma vítima do relativismo de valores. Uma pessoa que esquarteja uma criança, fez uma coisa boa ou ruim? Afinal foi algo bem prazeroso para o esquartejador, mas digamos que não muito legal para a criança. E ai, como é que faz?
Mania desgraçada de considerar lixo todo e qualquer valor ou crença considerado tradicional. Sim, muitas coisas são gradativamente reformuladas, repensada, recriadas. Não sou contra isso. O que irrita é esse movimento irresponsável de relativizar absolutamente tudo, como se isso fosse sinal de inteligencia ou senso crítico. É o tipo de coisa que não se sustenta. Se é para relativizar tudo, porque não relativizamos a própria ideia de relativizar?
Como uma pessoa que eu encontrei certa vez na internet da vida. O discurso dele era de mudança. Sempre mandava os outros mudarem. Mude, mude, mude. Só que o único que nunca mudava era ele, com aquele discurso.

Mas voltando ao assunto....

Creio que a saga crepúsculo veio corroborar com essa mentalidade de apresentar como desejável coisas e personagens que já estavam culturalmente vinculados ao obscuro. (E percebam que não estão enaltecendo o obscuro pelas suas características em si, mas usando características do bem para deixar atraente o mal.... Se o mal é tão bom assim, porque enfeitá-lo com virtudes já estabelecidas como boas?). E continuamos com esse movimento, de sutilezas em sutilezas é que vai-se mudando a mentalidade....  e no final da história, as últimas pessoas estarão tolerando e praticando coisas absurdas, impensáveis pelas pelas primeiras pessoas (as gerações que acharam muito esperto começar a relativizar tudo, inclusive a vida).

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